Seis das 10 cidades mais violentas do Brasil ficam na Bahia, apontou o Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e divulgado nesta terça-feira (26). O estudo, que traz dados de 2024, analisou índices de todos os estados do Brasil.
Em 2024, o Brasil registrou 42.590 homicídios e uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. Em Jequié, no sudoeste da Bahia, a taxa ficou em 79,4 por 100 mil habitantes, ou seja, mais de três vezes a média nacional.
Além de Jequié, as cidades de Camaçari e Simões Filho, ambas na Região Metropolitana de Salvador, apareceram no ranking das mais violentas. Veja abaixo:
Taxas de homicídios estimados nos municípios com mais de 100 mil habitantes
| Ranking | Município | Taxa de homicídio estimada |
| 1º | Maranguape (CE) | 87,2 |
| 2º | Jequié (BA) | 79,4 |
| 3º | Maracanaú (CE) | 74,1 |
| 4º | Itapipoca (CE) | 74 |
| 5º | Caucaia (CE) | 72,9 |
| 6º | Juazeiro (BA) | 71,1 |
| 7º | Feira de Santana (BA) | 67 |
| 8º | Porto Seguro (BA) | 64,6 |
| 9º | Simões Filho (BA) | 64 |
| 10º | Camaçari (BA) | 62,9 |
Fonte: Atlas da violência 2026
Todas as cidades baianas citadas no ranking acima também integraram a lista das 20 cidades mais violentas do país do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, divulgado em julho de 2025.
No ranking divulgado nesta terça-feira, Salvador aparece em 20º na lista das mais violentas, com uma taxa de 52,7 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade é considerada a capital mais violenta de todo o país, seguida de Maceió (45,9), Macapá (45,6), Recife (45,5) e Fortaleza (42,2).
Os índices da capital e das outras cidades do estado colocaram a Bahia como o segundo estado mais violenta do Brasil, com uma taxa de 40,9, ficando atrás apenas do Amapá, com que teve o índice de 45,7.
A Bahia também tem índices altos quando o assunto são os homicídios de mulheres. Enquanto a taxa do Brasil é de 3,4 a cada 100 mil habitantes, a da Bahia é de 5,4. Apesar da média acima da nacional, houve redução de 10% entre 2023 e 2024.
Neste tema, os estados de Roraima, Rondônia e Ceará lideram o ranking com taxas de 12,6, 5,7 e 5,7, respectivamente. Informações do g1









